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Marinha cumpre papel social importante no Brasil e em países em crise

16.09.2019 07:00 por Renato Senna0
No primeiro episódio da série especial, o Destak mostra as ações de assistência humanitária da Marinha brasileira
       
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Divulgação / Marinha
Quando se fala em Forças Armadas logo se pensa em guerra. Mas não é assim que as coisas funcionam no Brasil. Em um país que mantém neutralidade e raramente participa de conflitos armados com outras nações, as Forças Armadas têm um papel social muito grande, que justificam suas existências.

Neste século, a Marinha participou de, pelo menos, três ações humanitárias de grande porte. Internacionalmente, o Brasil foi protagonista na missão de paz da ONU no Haiti, iniciada em 2004, e também auxiliou as vítimas de um terremoto no Chile, de magnitude 8,8 na escala Richter. A Marinha também deu suporte no desastre de desabamento de terras na Região Serrana do Rio, em 2011.

A opção de uso das Forças Armadas em situações como essa têm algumas explicações. Em primeiro lugar, os treinamentos que os militares recebem envolvem resgate e salvamento de pessoas, mesmo que em situações de guerra. Além disso, a capacidade logística e os transportes mais equipados contribuem para a efetividade das ações.

"Na Região Serrana, nós tivemos várias pessoas em áreas isoladas que foram resgatadas por aeronaves militares. Essas aeronaves têm capacidade de transporte muito maior que uma aeronave civil. Em vez de tirar duas, três pessoas, podemos retirar até 20 ao mesmo tempo", relembra o comandante da Marinha Pedro Sá, que serviu na missão de Paz no Haiti em 2010.

O primeiro passo ao chegar em cenários de desastre é restabelecer a segurança. Geralmente, a infraestrutura dos órgãos de segurança locais é destruída. Aliado a isso, a necessidade da população por alimentos e água pode criar um caos no local.Com a chegada das forças armadas, a prioridade inicial é de restabelecer a segurança para, depois, prover os mantimentos aos atingidos. Comunicações e transporte também são prioridades das operações.

"Os fuzileiros navais têm um batalhão de engenharia, que trabalham reparando pontes e estradas. O trabalho deles dá trafegabilidade a uma força que está se deslocando. Em um caso de emergência, essa trafegabilidade traz melhorias. Uma ponte que foi destruída, nós podemos substituir", afirmou o comandante.

Outra atividade que a Marinha tem auxílio fundamental é na questão de saúde. A medicina expedicionária, feita para atender rapidamente pessoas que precisem de auxílio médico, é uma das especialidades das Forças Armadas. Hospitais de campanha podem ser levantados em até seis horas, além da logística de transporte de médicos e medicamentos a locais de desastres, que é mais rápido.

Navios da Esperança

Em populações ribeirinhas de difícil acesso na Amazônia, a Marinha tem papel importante na saúde da população. Como são locais de difícil acesso, esses povoados dificilmente têm serviços de saúde de qualidade.

O Programa "Navios da Esperança" dá à população dessas cidades ribeirinhas a possibilidade de receber auxílio de saúde gratuito em muitas especialidades que são carentes de profissionais capacitados, como por exemplo em cirurgias de catarata e lábios leporinos.

Os navios partem de Belém (PA) e Manaus (AM) rumo às regiões mais remotas pelos rios da Amazônia, em missões que duram entre 15 dias e um mês. Muitas das vezes, além de médicos da Marinha, as embarcações levam estudantes e professores de medicina que fazem convênio com as Forças Armadas, e voluntários para auxiliar na missão.

"São embarcações com grande capacidade hospitalar, capacidade de armazenamento de medicamentos e que vão em missões durante todo o ano a populações ribeirinhas para levar essa assistência. Fazemos distribuição de óculos, cirurgias, partos, toda parte odontológica. São populações que só têm contato com a saúde por meio dos Navios da Esperança", explicou Pedro Sá.

Fonte:  Portal Destak

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